02/02/2015

Uma, duas - Eliane Brum

Sobre o livro:
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"Eu a salvei, mas a salvei de mim mesma. Fui ao mesmo tempo sua assassina e sua heroína. E acredito que é isso que todas as mães são em alguma medida. (...) Eu sei que sabia o que fazia. O que eu não sabia e não sei até hoje é como fazer diferente. Como a gente cria uma vida que não seja um grande mal-entendido."

Exceto por uma crônica linkada no twitter e da qual não havia gostado nada, não conhecia o trabalho da Eliane Brum. Entretanto, como não resisto ao tema "mãe e filha", fui conferir esse livro de ficção dela e tive uma boa surpresa. A leitura é ágil e a narrativa desenvolve uma história realmente intensa e impactante; tendo ocorrido alguns momentos de nó na garganta.

A relação que tenho com minha mãe não é digna exatamente de um comercial de margarina, mas, olha, passa bem longe daquela retratada nesse livro. É, acho que posso dizer que saí da leitura com um pouco mais de perspectiva. 

Deixo aqui a seguinte reflexão que a personagem Laura fez na ocasião em que levava sua mãe com câncer terminal ao hospital:
"E nem naquele momento o cachorro deixa de fazer cocô. É isso afinal a vida. Só ao morrer descobrimos que essas cenas e esses dias patéticos são grandiosos. E que há poesia no cachorro que caga."

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