04/01/2016

Cat's Cradle - Kurt Vonnegut

(sobre o livro: info sinopse, etc.)
"- No wonder kids grow up crazy. A cat's cradle is nothing but a bunch of X's between somebody's hands, and little kids look at all those X's...
- And?
- No damn cat, and no damn cradle."

¯\_(ツ)_/¯

[Nada neste post é verdadeiro.]

Aconteceu - ou como estava previsto para acontecer (za-mah-ki-bo): converti-me ao Bokononismo, e a leitura do livro do Vonnegut foi meu kan-kan. A partir de agora, sigo os preceitos mentirosos do pastor Bokonon e nada mais me faltará.

Para compreender o Bokononismo, é preciso ser capaz de entender que religiões fundamentadas em mentiras podem, sim, ter utilidade:

      Poema Bokononista - Calipso
      I wanted all things
      To seem to make some sense,
      So we could all be happy, yes,
      Instead of tense.
      And I made up lies
      So that they all fit nice,
      And I made this sad world
      A par-a-dise.


Quem compõe o meu karass - o time organizado por Deus para cumprir sua vontade? Quem são as pessoas que parecem estar ilogicamente presentes em minha vida? Será que, na verdade, eu faço parte de um duprass - uma dupla? Não, não; eu preciso parar imediatamente de pensar nisso, pois Bokonon alerta que esses tipos de investigações e conjecturas são imprestáveis. Assim escreveu Bokonon: "... tolos são os que julgam-se capazes de compreender o que Deus está fazendo."  Perante a imprevisível e complicada máquina da vida; quando diante de eventos misteriosos, os Bokononistas devem limitar-se ao mantra "Busy, busy, busy", tendo em vista que absolutamente ninguém faz a menor ideia do que realmente está acontecendo (nem mesmo César). Segundo o primeiro livro de Bokonon, o Homem, após ter sido criado por Deus, perguntou-lhe educadamente qual era o propósito de tudo aquilo; e Deus respondeu-lhe:
        - É preciso que tudo tenha um propósito? Então deixo por sua conta encontrar um. - E foi-se embora.

Agora, analisando minha vida em retrospecto, consigo identificar claramente o que deveria ter sido meu vin-dit - o momento em que o bokononista começa a acreditar que Deus possui um plano bastante elaborado para que ele cumpra -; e meu wrang-wrang - a pessoa cuja vida absurda serve como o exemplo apto a desviar o bokononista de uma especulação equivocada. 

Aprendi que, para o Bokononismo, a maturidade é um desapontamento amargo para o qual não existe remédio algum; a menos que admita-se que o riso possa curar qualquer coisa. Também achei sábio o alerta de que preciso estar atenta a possíveis sugestões inusitadas de viagens, pois podem ser uma lição lançada por Deus em meu caminho.

Você também é um bokononista. Você vai ver. Ou melhor: como está previsto para acontecer; você verá. (...a menos que o Ice-nine acabe com tudo antes...)

“Live by the foma* that make you brave and kind and healthy and happy."
          The Books of Bokonon. I : 5
         (*Harmless untruths)

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