20/02/2016

Chéri - Colette

Sobre o livro: info, sinopse, etc.
Tradução: André Telles. (Record)

Pois é; só que a Colette foi lá e escreveu a história de uma mulher de 40+ anos que, a despeito de suas próprias dúvidas e inseguranças, recusou-se a ser encavernada pela sociedade. Na Paris do início do século XX, Léa de Lonval manteve um romance tórrido de sete anos de duração com um estonteante jovem de ~20 anos. De um lado, "a velha amante carcomida"; do outro, seu "escandaloso jovem amante". Ah, Colette, eu acho mesmo que o título do livro deveria ter sido Léa de Lonval.

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Envelhecer, independente de gênero, não costuma ser fácil para a maioria das pessoas; contudo, para as mulheres, esse processo parece gerar um escrutínio social que em nada se compara ao tratamento reservado aos homens na mesma situação. Em 1920, Colette abordou o tema (dentre outros, deixo claro) na sua obra Chéri; e, lendo-a quase um século depois de sua publicação, surge o questionamento inevitável: isso ainda é relevante? Bom, fiz uma recapitulação rápida e... Não foi a Madonna que, em maio de 2015, teve de explicar porque ainda ousava continuar trabalhando na sua idade?

E, bem recentemente, não foi a Gillian Anderson quem não engoliu o sapo que a mídia empurrava-lhe, sobre a sua aparência nos episódios da atual nova temporada de Arquixo X?


É; estou achando que ainda é relevante, hein. Que coisa. 

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