02/02/2016

Lendo Contos | Confabulário - Juan José Arreola

(Tradução: Iara Tizzot)
Sinopse surrupiada do site da editora (Arte & Letra): Juan José Arreola (1918-2001) fez de tudo um pouco, comediante, padeiro, atendente de banco e qualquer outra ocupação que lhe garantisse o sustento. Somente aos 31 anos começa sua carreira com os livros, trabalhando no Fondo de Cultura Económica como revisor e escritor de orelhas. Seus livros tiveram um impacto tremendo não só no México, mas em todo o mundo. Juan Rulfo, Octavio Paz, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Gabriel García Márquez, Carlos Fuentes, Augusto Monterroso, Pablo Neruda, todos tiveram sua obra influenciada pelos textos ou pela pessoa de Arreola. Uma figura difícil, controversa, mas genial e de uma inventividade sem limites.
Os contos que compõem Confabulário ultrapassam qualquer intenção de descrição: fábulas, poemas em prosa, crônicas, simples narrações e divertimentos que transcendem, além de sua profundidade e poesia, por sua enorme maestria no manejo da linguagem. Clássico já pela contundência de sua obra, Juan José Arreola nos dá em Confabulário uma pequena mostra de seu grande talento literário.

Infelizmente, admito que não consegui dialogar muito bem com os contos do Arreola; valendo dizer que achei a maioria  (olho para os lados, inspeciono o ambiente, sussurro:)  sem graça?  (e fujo para as montanhas). Porém, a título de mera ilustração, veja que o autor 1. é incluído por Borges em uma hipotética lista de 100 livros que comporiam sua biblioteca pessoal, 2. é elogiado por Cortázar, que afirmava que Arreola detinha "o que Rimbaud chamava "le lieu e la formule" e 3. é recomendado e elogiado pelo Guillermo del Toro. Ou seja, resta claro que eu é que estou completamente equivocada. E a edição da Arte & Letra é bem bonita, inclusive com a delicadeza de trazer o texto impresso em roxo, acompanhando o projeto gráfico da capa. Vou ficar de olho na editora. 

Deixo registradas as passagens de um dos contos de que mais gostei dessa coletânea:


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