26/03/2016

Wonder Woman / The Hiketeia - Greg Rucka, J.G. Jones, Wade von Grawbadger, Dave Stewart, Todd Klein


A mera imagem da Mulher-Maravilha, que sempre julguei exageradamente objetificada e americanizada, já havia garantido o meu completo desinteresse e distanciamento da personagem, porém, quando constatei (especialmente agora, com um filme estreando em 2017) que a maioria do público leitor feminino de quadrinhos parece ser, na verdade, grande fã da heroína, fui ficando cada vez mais intrigada.

Fiz uma pesquisa rápida e gostei bastante de algumas coisas que descobri sobre a personagem nesse artigo do site The New Yorker: The Last AmazonWonder Woman returns. O press release de 1941, por exemplo, explicando a proposta do criador, é realmente muito promissor: 

"‘Wonder Woman’ was conceived by Dr. Marston to set up a standard among children and young people of strong, free, courageous womanhood; to combat the idea that women are inferior to men, and to inspire girls to self-confidence and achievement in athletics, occupations and professions monopolized by men” because “the only hope for civilization is the greater freedom, development and equality of women in all fields of human activity.” Marston put it this way: “Frankly, Wonder Woman is psychological propaganda for the new type of woman who should, I believe, rule the world.”

Eu ignorava praticamente tudo relacionado à origem dela e fiquei fascinada com a mistura de referências: mitologia grega, Amazonas, feminismo, sufragistas, sociedades matriarcais; "uma heroína lutando para mudar, e não apenas proteger, o status quo"... 
"Wonder Woman’s début appeared in December, 1941, in All-Star Comics No. 8. On the eve of the Second World War, she flew her invisible plane to the United States to fight for peace, justice, and women’s rights. To hide her identity, she disguised herself as a secretary named Diana Prince and took a job working for U.S. Military Intelligence. Her gods are female, and so are her curses. “Great Hera!” she cries. “Suffering Sappho!”
Talvez não fosse mesmo má ideia gastar uns minutinhos para ler qualquer coisa, não?

Peguei uma listinha do GoodReads com a votação das melhores publicações e comecei pelo respectivo segundo lugar: Hiketeia, publicado em 2002 (info, sinopse etc.: X). Honestamente? Minha única reclamação é que o quadrinho é muito curto. Quando estava ficando super empolgante...THE END.

Depois da capa grandiosa, rapidamente surge este painel ilustrando a agenda de um dia normal na vida da Princesa Diana Prince:

      
"Sabe como é (...)"

Talvez eu queira ser a Diana Prince quando crescer? (Continuo, porém, dispensando a roupinha icônica.)

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