15/12/2016

[01 Post] x [05 Quadrinhos]

Postagem express com breves bobagens sobre os quadrinhos lidos em 2016 que não tinham aparecido por aqui. Simplesmente para deixar o registro. Lá vai:

[01] Paper Girls Volume 1 - Brian K. Vaughan, Cliff Chiang (Illustrator), Matthew Wilson(Illustrator)


Esse quadrinho anda aparecendo em algumas listas de "melhores de 2016"; e talvez com razão? Interrogo porque, mesmo que eu o tenha lido, é preciso afirmar que ainda não faço a mais remota ideia do que esteja acontecendo com essas quatro adolescentes entregadoras de jornal de um bairro americano, em 1988. A revelação do gancho que encerra o volume, por sua vez, só complica as hipóteses.

A história começa em 88, mas há fortes indícios de que a narrativa lidará com viagem no tempo, realidades temporais paralelas ou coisa parecida. E suspeito de que possa rolar a temática relacionada ao embate adultos x jovens, e possivelmente algum subtexto referente ao momento histórico americano década de 80 x 2016.

Vaughn parece embarcar no eterno apelo nostálgico dos filmes dos anos 80, de forma algo semelhante com o que a série da Netflix Stranger Things fez. Suponho que o maior diferencial fique por conta do grupo principal ser protagonizado apenas por garotas.


Embora eu ainda não saiba ao certo onde esteja pisando (guerra intergalática futurística + viagem no tempo + Goonies + Spielberg + ?!), sigo suficientemente intrigada para continuar acompanhando o desenrolar dessa trama no Volume 2.


Sim, é um cara vestido com uma armadura futurística, montado sobre um dinossauro alado (?) e falando inglês shakespeariano. Ou seja: WTF?! Só persistindo na leitura da saga, para descobrir mais coisas.

[02] Megahex - Simon Hanselmann


Olha, com esse aí, eu não sei nem por onde começar. Talvez pela descrição do núcleo de personagens? Bem, temos então uma bruxa deprimida - Megg - convivendo com um gato falante pervertido - Mogg - (paródias de duas personagens de um livro infantil!), mantendo uma relação "Friends with Benefits". A dinâmica estabelecida entre os dois nos deleita, por exemplo, com a imagem de um gato fazendo cunilíngua em uma humana. Exato, como é possível perceber, a narrativa é bastante elegante. Juntos, eles aprontam muitas confusões = dias inteiros de completa procrastinação à base de maconha. No mais, há a coruja antropomórfica roommate dos dois - Owl - e o amigo lobo, também antropomórfico e meio lesado - Werewolf Jones. Pois é.

Acredito que já esteja claro, mas é prudente explicitar: esse quadrinho não é para os muito (ou pouco, até) sensíveis, pois Hanselmann se lambuza bonito no politicamente incorreto. Para ilustrar o que tento dizer, citarei de imediato a cena mais grotesca e controversa: como "presente" de aniversário surpresa para Owl; os roomies Megg e Mogg armam para que Jones estupre o aniversariante no meio da festa. É isso mesmo que escrevi. O troço é tão pesado, que realmente não sei como reagir. Simultaneamente, porém, a coisa toda consegue ser super triste e engraçada, de verdade. Ah, e gosto muito das cores e do traço de Hanselman, que parecem quase uma bem inspirada brincadeira desenhada em um caderno por aquele talentoso - ainda que questionavelmente sem noção - colega de escola.

Enfim, fiquei intensamente desconcertada por esse quadrinho. Sensação de que não deveria gostar de algo desse tipo, embora não consiga admitir que não gostei completamente. Bem estranho.


Exatamente. Esse tonto rala, por livre e espontânea vontade, os próprios testículos. É daí, para pior - ou melhor?

[03] Pretty Deadly Volume 1 - Kelly S. Deconnick (script), Emma Rios (arte e capa)


Esse parece ser uma espécie de faroeste mitológico ou algo próximo a isso. Digo "parece", porque o volume 2 precisa responder muitas coisas (hum, acho que isso é a regra com quadrinhos...). Em linhas gerais, a trama começa com um marido tonto que prende a esposa em um castelo para proteger a beleza dela (oi?), a moça pira (evidente) e morre. Para (mais) desgraça da encastelada, o Sr. Morte apaixona-se por ela e, dessa relação, nasce Ginny, uma semideusa (?) que atua como Revenge Reaper. Daí, aparece uma criança que nasce em circunstâncias extraordinárias e que a Morte, por algum motivo pouco claro, quer ver morta. É tudo um tanto intrincado (ressalva: estou contando com minha memória), mas faz certo sentido durante a leitura. Deu para entender?

Ah, e costumam descrever Pretty Deadly como uma combinação entre Sandman e Preacher. Particularmente, com algumas reservas, acho que a comparação é até válida.

Mas quer saber? Dane-se a história, pois o mais legal aqui é a arte espetacular da Emma Rios. Estou longe de ser expert no assunto, bem longe, contudo digo que achei o traço, cores e enquadramentos absolutamente geniais, particularmente nas imagens que retratam as excelentes personagens Ginny e Alice.

Divertido e bonito. Gostei.


Antes da estréia da adaptação cinematográfica com o Cumberbatch (que nem vi ainda), sequer sabia que esse tal Doctor Strange existia. Desculpe. Mas, hey, nunca é tarde, correto?

Listinha de comentários inúteis a partir desse primeiro e único contato:
1. Esse Strange parece ser o típico "bonitinho, mas ordinário". Ou, de outro modo, um espécime  "Triple -ÃO": sabidão, canastrão e bonachão. 
2. Como faz para não rir de termos como:
   - Sorcerer Supreme?
   - Occult Servitude?
   - The Anciente One?
3. Interessante a maneira com que o roteiro aproveita o passado médico do Strange para discutir ética médica, colocando o herói em um dilema perverso: salvar o amigo ou a humanidade? E a história ainda permite complicar a discussão com outra pergunta: a extinção de todas as doenças que afetam a humanidade seria algo realmente benéfico? Talvez as consequências disso não sejam tão simples e óbvias, complicando a resposta da pergunta.
4. Um pouco incerta a respeito de como a personagem feminina, a Night Nurse, foi aproveitada nessa trama. Muitas ressalvas. Ela parece que está lá apenas para que o herói tenha alguém para flertar, salvar e cuidar dele. Complicado.

[05] American Vampire, Volume 2 - Scott Snyder, Rafael Albuquerque, Mateus Santolouco.

Xi, nem tentarei disfarçar: só me lembrei de que também li esse quadrinho em 2016, quando já estava prestes a publicar este post. Por conseguinte, a realidade é que não me lembro mais de muita coisa, exceto que achei meio chato, tendo optado por abandonar a saga.

Recordo-me que havia uma moça transformada em vampira em circunstâncias pavorosas e que, depois disso, vivia com o namorado humano fugindo da máfia vampiresca. Era isso? (...) No meio do imbróglio, havia esse vampiro americano canastrão que a ajuda por alguma razão não revelada  ou que não lembro, sei lá (ambos contra a tal máfia de vampiros ancestrais?); cujo passado vamos descobrindo gradativamente em uma narrativa paralela. Penso que tenha sido isso aí.

Enfim, larguei. (Mas lembro que achei o volume 1 bem bacana.)
....

Quanto a quadrinhos, portanto, foi o que tivemos em 2016. (*^-‘) 乃

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