22/01/2017

[DROPS] Diários Susan Sontag 1947-1963 [#01]

(*Sobre o livro: clique aqui. Ed. Compnhia das Letras, tradução: Rubens Figueiredo.)


Minha cara não aparece aqui, mas asseguro que ela não é a de uma pessoa disposta a criticar o diário alheio, muito menos o de uma escritora como Susan Sontag. Para registrar essa leitura, escolhi interagir humildemente com o diário dela (o qual é marcado por interessantes listas, citações, pensamentos aleatórios): 1. criando minhas próprias listas a partir das ideias que Sontag lança; 2. dando pitacos inúteis sobre o que ela discorre ou 3. simplesmente anotando as citações que me tocaram, para não esquecer. Haverá (acho, talvez, quem sabe) outras mini postagens. 

- Por favor, Sontag, perdoe minha audácia, ok?

(* em negrito = entradas da Sontag.)

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23/11/1947
"eu acredito:
(...)
d) que o único critério para uma ação é a felicidade ou a infelicidade individual que em última instância ela produz;
(...)"


22/01/2017  11/05/2018 *ATUALIZAÇÃO*
A Sontag de 14 anos fez uma listinha de seis coisas nas quais ela acredita (*destaquei aqui uma apenas). 

Minha lista = uma música. > *ATUALIZAÇÃO*: daí que o maluco que "acredita poder voar" está sendo acusado de uns crimes horrorosos, e de jeito nenhum poderia continuar no meu diarinho. Em seu lugar entra, hoje, moço Phil Collins (espero que também não tenha aprontado nada...)


Se bem que, hoje, eu também poderia responder essa pergunta assim: Acredito que estou lascada. 👍

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13/04/1948
“As ideias perturbam a regularidade da vida.”


22/01/2017
Opa, eu não poderia dizer melhor; especialmente no dia de hoje.

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 29/07/1948
“...E o que é ser jovem durante anos e de repente despertar para a angústia, a premência da vida?
(...)
É a retração do sentimento pela própria família e por todos os ídolos da infância... É mentir... e o ressentimento, e depois o ódio..."
(...)"


22/01/2017 
Outra listinha com várias respostas para a pergunta que ela mesma apresenta. A minha resposta, hoje, seria esta:
É constatar que o famigerado "você pode ser tudo o que quiser" é uma falácia. 
Criatividade bombando.

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01/09/1948 
“(...) A montanha mágica [de Thomas Mann] é um livro para toda vida.” 

22/01/2017
Aos 15 anos, Sontag já tinha lido A Montanha Mágica. Eu, aos 15 anos, sequer sabia que existia um autor chamado Thomas Mann. ¯\_(ツ)_/¯

Se é pior, não sei; mas a verdade é que, remediada essa ignorância sobre o autor, ainda não li A Montanha Mágica. Aliás, nunca li nada do Sr. Mann,  porém, como a Sontag diz que é um livro para toda vida, resta-me apenas priorizar a leitura do bendito. (Mas vai demorar um pouco, pois parece-me que TODO.MUNDO decidiu lê-lo agora, então não quero brincar disso. Sim, sou mala desse jeito.)

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 01/09/1948
“...Quando eu estiver morto, espero que digam: Os seus pecados foram graves, mas seus livros foram lidos.” - Hilaire Belloc

22/01/2017
Gostei disso, contudo nunca ouvi falar desse autor (ironia não intencional) – e como sou pessoa irrelevante, isso não quer dizer nada. Deixe-me pesquisar rapidinho, então. (…) Ok, segundo a Wikipedia:
Joseph Hilaire Pierre René Belloc (1870 — 1953) foi um escritor britânico (...) reconhecido por, juntamente com os outros católicos (G. K. Chesterton, Cecil Chesterton, Arthur Penty), haver previsto o sistema sócio-económico do distributismo. (…) Escreveu muito sobre História, incluindo uma História de Inglaterra em quatro volumes, e vários tratamentos histórico e biográficos da Revolução Francesa (…) Ele era crítico literário e analista social e político, um incessante polemista em muitas áreas, jornalista, novelista e sobretudo, poeta. (…) Os seus poemas podem ser encontrados em muitas antologias de poesia inglesa, mas a sua primeira aventura neste campo foi a dos versos com non sense. O seu livro The Bad Child’s Book of Beasts, escrito enquanto se encontrava em Oxford, em 1896, gerou uma atenção imediata e é considerado nos nossos dias como um clássico.
Entendi. Achei umas imagens curiosas desse livrinho infantil dele, o mencionado The Bad Child’s Book of Beasts

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01/09/1948
“É inútil para mim registrar somente as partes agradáveis da minha existência – (Afinal, são tão poucas!)”


22/01/2017
Pronto; suponho que essa seja, em parte, a razão pela qual não mantenho uma conta no instagram.

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19/12/1948 
“Há tantos livros, peças e contos que tenho de ler – eis aqui apenas alguns:” 
(...)
Santuário — William Faulkner

Esther Waters — George Moore

Diário de um escritor — Dostoiévski

Às avessas — Huysmans

O discípulo — Paul Bourget
(...)

22/01/2017
Sempre tantos livros para ler... Listando alguns que separei para tentar ler em 2017:

- A Guerra não tem Rosto de Mulher - Svetlana Aleksiévitch;

- ? - Thomas Mann (Culpa da Sontag. Acho que começarei com Morte em Veneza. Baby Steps.);

- Tudo o que tenho levo comigo – Herta Müller;

- The Golden Notebook - Doris Lessing;

- As I Lay Dying - William Faulkner;

- Coração tão Branco - Javier Marías;

- Crossing to Safety - Wallace Stegner;

- Doutor Jivago - Boris Pasternak;

- Os Luminares – Eleanor Catton;

- Complete Stories – Dorothy Parker (começar);

- The Complete Stories - Flannery O'Connor (começar).

Listo somente esses, porém tem muito mais. Nessa edição dos Diários da Sontag, inclusive, o organizador David Rieff - filho da autora - informa que o diário original dela contava, nessa entrada, com mais de cinco páginas, mais de 100 títulos citados pela Sontag de 15 anos.

No final do ano, tentarei resgatar essa lista, para averiguar meu desempenho.

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25/12/1948
“A música é, a uma só vez, a mais maravilhosa e a mais viva de todas as artes – é a mais abstrata, a mais perfeita, a mais pura – e a mais sensual.”


22/01/2017
Concordo. Sontag cita isso logo depois de registrar que estava “completamente entretida (…) com uma das obras musicais mais belas que já ouvi – o concerto em si menor para pianoforte de Vivaldi, da gravadora Cetra-Soria, com Mario Salerno. Não achei essa exatamente, contudo tento uma vaga aproximação como registro:



***
Olha só; esse mini post imprestável encerrou com Vivaldi.
Redemption achieved!

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