01/06/2019

autoficções #01

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o meliante responsável 
A deliciosa leitura dos Diários de Emilio Renzi (Ricardo Piglia) me deu vontade de experimentar o formato de postagens com entradas curtinhas relacionadas a qualquer coisa dos meus dias. Renzi diz que, ainda que não faça nada nem tenha nada especial pra contar, ele sente vontade de manter um diário, e isso me encoraja a tentar. Minha vida é bastante solitária e ordinária, portanto as postagens (caso haja outras) serão banais e provavelmente seguirão o espírito temático do blog: uma vida em livros, filmes, séries, músicas etc. Uma autobiografia seriada.
"Claro que não há nada mais ridículo do que registrar a própria vida. Você imediatamente vira um clown."
        - Ricardo Piglia, Diários de Emílio Renzi - Anos de Formação.
                                                    (tradutor: Sérgio Molina) 

- Vai, Daniela!, ser palhaça na internet.

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Voltando do trabalho, olhei pra calçada e me deparei com esta cena ↷:
[Misto de alegria (aaaah, um beija-flor!), tristeza (no chão, sem vida, morto) e medo.]






"(...) a weight differently inanimate from that which never had life."
- Shirley Hazzard; The Transit of Venus.








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Submeti-me a uma nova ressonância magnética e, puxa, já havia me esquecido o quanto é desconfortável. Quarenta minutos dentro de um caixão, sem poder me mexer, com um peso de, sei lá, seis quilos sobre tórax e abdômen dificultando a respiração e um desconforto inexprimível após a injeção do contraste. Espero poder dizer futuramente, com o resultado em mãos, "ufa, o pior já passou".

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Li umas newsletters e não consegui sair ilesa aos relatos das ~altas aventuras~ alheias vividas em paragens exóticas. Gastei minutos escrutinando o teto, enquanto lançava ao vento o clichê mor: o que estou fazendo da minha vida? Nem se trata de inveja, mas de um questionamento honesto para mim mesma. Por ora, bato o martelo neste plano preliminar: nas férias que ainda me restam este ano, farei uma viagem. Preciso tirar a poeira do corpo e programar algum rolê. Até para uma taurina deprimida, passei da conta.

Música chicletada na cabeça - Helado Negro, Pais Nublado:


E assistindo à segunda temporada de Fleabag. Nunca imaginei que faria parte de um fandom intitulado "Hot Priest", porém cá estou. Engraçado recordar que, em Sherlock, eu sequer tinha dado bola para esse ator. Impressionante. Tudo é realmente uma questão de charme e personalidade (e como aqui é ficção, vai pra conta do talentoso Andrew Scott). Em nome dos feios, agradeço que as coisas funcionem dessa forma.
- Bênção, senhor padre.
(via: The Times UK)













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Finalmente comecei a terceira temporada de High Maintenance e gostei desta breve frase que aparece no primeiro episódio: life is funny, bees make honey. Ela me fez pensar muito na poeta polonesa Wisława Szymborska. Ela teria gostado. Acho.

Ah, e foi meu aniversário.

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Ganhei presente de uma colega de trabalho: uma caneta e cadernos bem bonitinhos. Como diria a personagem do filme Paterson, que presenteia o motorista poeta com um caderno: ah-hah!

E após a singela frase de ontem (aquela que relaciona abelhas à vida), hoje li uma matéria em que apicultores brasileiros relatam a morte de meio bilhão de abelhas, ocorridas no período de três meses, devido à presença de agrotóxicos no meio ambiente. (Fonte: Galileu; via @camilavonholdefer)
If bees stop making honey, will life be funny? Will life... be?!

No mais, passei o dia ouvindo e cantarolando Seymour Stein, do Belle and Sebastian.
Dedico às abelhas, que tornam a vida engraçada. It's a good day for flying, little bees!


P.S.: quão errado é bolar de rir com os versos iniciais
I caught a glimpse of someone's face
It was mine and I'd been crying
? Sinto que o excesso de autocomiseração (até para meus padrões) confere uma pegada tragicômica. Adoro.

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Dia bléh. Depois de um monte de pepinos no trabalho, tive a manha de pegar um ônibus errado na volta pra casa. Calculei que merecia um burger com batata frita para arrematar o dia e, dessa vez, estava certíssima.
Tradução para inglês: Shaun Whiteside

O livro da Marlen Haushofer (The Wall) me fez sorrir de ternura (existe isso?) com a personagem refletindo acerca dos pensamentos de sua vaquinha. ↷
**E só então percebo que acabei de escrever que comi um hambúrguer hoje. Pateticamente hipócrita. Um ser humano deveras desprezível.**
...
Antes de dormir, li uma crônica engraçada da Clarice Lispector sobre o Chacrinha. Ela assiste ao programa pela primeira vez e se diz pasma com tudo. Duas coisas me chamaram atenção nas impressões dela: 
- o trecho em que ela comenta o nítido sadismo do apresentador ao apertar a buzina para os calouros. Ela questiona se o público brasileiro, por extensão, seria também formado por um bando de sádicos. Well... (Se bem que duvido que seja exclusividade brasileira.)
- a ânsia de aparecer, de tornar-se famoso, ainda que bancando o ridículo, evidente em todos os calouros. 

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Chorando no trabalho. Desta vez, estava sozinha.<ufa> E nem foi por estresse, burnout ou coisa parecida. Foi lendo uma cartinha que uma colega deixou na minha mesa, desejando-me um feliz aniversário. Como essas delicadezas ainda acontecem com uma pessoa tosca feito eu, jamais saberei. No entanto, fico grata e contente.

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Breve pico de catecolaminas sanguíneas durante a leitura de um texto investido na teoria de que, se não curti o final de GoT, a culpa é minha, pois ninguém me mandou criar expectativas. Certo, é uma hipótese. Daí lembrei que sigo a filosofia cada um com seu cada qual e que, no meu cada qual, eu não curti simplesmente porque o roteiro, edição, direção e atuações foram ruins mesmo. Sempre importante ressaltar: na minha opinião etc®. (Desejar que esses elementos prestem equivale a criar expectativas? Se sim, estarei lascada.)  E tudo bem, não estou me estrebuchando no chão por causa disso. O desfecho não funfou, e vida segue. 

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"Ãin, o final do Jon Snow foi tãão liiiiiiindo." (é um complô?!) Dei unfollow na pessoa? Ah, pode apostar que sim. É curioso: lido superbem com quem odeia algo de que gosto muito, contudo se vem pra cima de mim amandinho algo que eu detesto, aí o streaming trava. Não me orgulho, porém assim é.

[Pressinto que o último episódio da série me afetou mais do que estou disposta a admitir.
Que fardo, ser ridícula.]

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Lendo a resenha de um livro (do Book Forum: x), na qual a resenhista fala sobre nossa curiosidade em conhecer a rotina do outro, me deparei com uma listinha de perguntas que as pessoas costumam jogar no twitter e adorei esta:

What film scores are best to listen to while writing? / Quais as melhores trilhas sonoras de filmes para ouvir enquanto se escreve?

Aproveito para trazer uma playlist com trilhas que escuto com frequência. São apenas instrumentais, pois não consigo ler/estudar/trabalhar/escrever ouvindo músicas com vocais.



Lagriminhas ao final do livro The Wall, escrito pela austríaca Marlen Haushofer. (Livro com ares distópicos, protagonista como única humana sobrevivente.) Por incrível que pareça (pra mim), leria mais duzentas páginas com os relatos dessa mulher fazendo as mesmas coisas todos os dias, no meio do mato; convivendo somente com uma vaquinha, uma gata e um cachorro. (Ecofeminismo. Oh, yeah.) Nem eu acredito no que acabo de escrever. Mas é verdade. A obra da Haushofer também trouxe uma preciosa contribuição para meu arquivo de citações que abordam razões que levam alguém a escrever. Tornou-se uma passagem especial, pois suspeito de que ela se aproxima bastante da relação que estabeleço com a escrita groselhenta deste blog:
"Não sei se conseguirei suportar vivendo apenas com a realidade. (...) É por isso que estou sentada aqui anotando tudo que aconteceu, (...) como não restam mais outros diálogos, preciso manter viva esta infinita conversa comigo mesma."
                                                                             - Marlen Houshofer, The Wall (minha tradução)

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Droga; não adianta; terei mesmo de me estrebuchar por causa do final de GoT. Pelo menos, que não seja no chão, mas no diarinho. O pior é que sequer sei expressar com clareza os motivos de minha insatisfação. O certo é que, a despeito de nunca ter sido grande fã da série (exceto pelos dragões, calma lá) e de ter desejado abandoná-la várias vezes, o último episódio perturbou meu sono daquela noite. Arriscarei um exercício de averiguação. Escrevendo, tentarei entender por que aquilo me afetou. Duvido de que chegarei a uma conclusão definitiva, porém vale a pena tentar extirpar a inquietação.

A maioria das defesas do desfecho dado à Daenerys sustenta que, desde a primeira temporada, a personagem revela tendências autoritárias, a semente de uma líder louca e genocida, com sede de poder. Resisto em aceitar tamanha simplificação. Quando penso na Dany da S01, minha memória devolve a imagem de uma adolescente cuja família fora assassinada e que, para sobreviver, teve de fugir e se esconder, exilando-se nos cafundós do judas ao lado de um irmão fdp, o mesmo que a vende na primeira oportunidade para um brutamontes. Com isso em mente, questiono se devo engolir o argumento de que uma jovem de 1,57 m de altura, sozinha e sem eira nem beira num ambiente marcado pela luta pelo poder a qualquer custo teria chegado longe adotando um discurso conciliador. Uma mulher, naquele meio e naquelas circunstâncias, teria sobrevivido bancando a tonta que não sabe de nada feito o Jon Snow? Péra, terei de recalibrar esse último devaneio, pois nem Jon Snow sobreviveu com essa estratégia. Morreu e ressuscitou ao terceiro dia para matar a Dany. (Foi pra isso? Vai saber.) Defensores emendam ainda um “ah, o discurso dela era tomar o trono com fogo e sangue.” Poxa, mas não eram essas as regras do jogo naquele universo? Ou querem me convencer de que, lá, as conjunturas eram propícias para o movimento Give Peace a Chance? Diplomacia a levaria aonde? Discursar a favor de democracia e justiça? Ali? Uma mulher que tinha perdido tudo? Sério? Como? A impressão que tenho é que estão analisando aquele mundo ficcional adotando a realidade da atual Escandinávia como parâmetro. É lógico que não alego que Dany era uma mulher perfeita que necessariamente agiria como excelente rainha, entretanto insisto, sim, que a narrativa deveria me mostrar essa evolução, especialmente quando oportunidades de redenção foram concedidas a personagens masculinas. Em breve recapitulação (ainda na minha memória apenas), calculo que praticamente todas as personagens morrem em GoT ou quando tomam decisões equivocadas no jogo, ou quando conscientemente assumem o risco mortal de uma decisão moral. Dany? Morre porque homens decidem, sem nem piscar os olhos, que não é uma boa arriscar. [Um desses homens, aliás, convenientemente fica burro de repente e se metamorfoseia num herói que não mais luta só para salvar a própria pele, mas pela paz mundial.] Pensando bem, talvez Dany tenha cometido uma má jogada que lhe custou a vida: confiou em quem não devia. Enfim, por essas percepções instintivas, escolho não juntar-me à turma que achou aquilo um primor narrativo. Desculpe, no entanto hoje é pedir demais.

P.S.1: como já me irritei o suficiente, evito me enveredar pelos símbolos imagéticos, incorporados às cenas finais, que juntam Dany à turma de Hitler, Stalin, King Jong-un, Palpatine... Tem dó.

Outra versão possivelmente mais acertada para justificar meu bode com o último episódio está resumida nesta frase que li no livro do Piglia: “a gratuidade e o vazio desse trabalho inútil”. Por oito anos (!!!!) acompanhar uma personagem cuja narrativa não me ofereceu nada além de perrengues para juntar exército e frota que assegurassem a retomada do trono, para finalmente vê-la morrer de um jeito tosco, nas mãos de um bocó, como se fosse uma imbecil sanguinária? O famigerado "nadou, nadou, nadou [repito: POR OITO ANOS, ela nadou], e morreu na praia". Dane-se; considero justos meus sentimentos de gratuidade e vazio. Inegavelmente é uma narrativa que me fez reviver uma amarga verdade da vida: não importa o quanto você se esforce, nem por quanto tempo; sempre bastará uma pedrinha no meio do caminho para o fazer se espatifar no chão antes da linha de chegada.
Pobre Daenerys. (- Sob as asas de Drogon, meu coração voa contigo#poetei💩)












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(...) (escreveu Stendhal), “um diário é sempre uma espécie de suicídio”

         - Ricardo Piglia, Diários de Emílio Renzi - Anos de Formação 

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Resultado em mãos e: o pior ainda não passou. Lá vou eu outra vez.

Voltando da clínica ao meio-dia (sol a pino no cocuruto etc), eu caminhava tensa e ansiosa em consequência do feioso laudo conclusivo do exame, e bastou um comentário de um passante na calçada - “nossa, moça, que inveja dessa sua sombrinha”- , para que eu e ele sorríssemos e eu voltasse a respirar leve. Ao que parece, viver é isso.

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“Minha história se resume desta maneira:”
a do Renzi:  agora vou fugir, depois veremos.
a minha: sabendo que é impossível, vou lá me recolher e não farei.
...

Hoje tive de circular por uma área com a qual tenho pouca familiaridade e constatei que a linha de ônibus em que embarquei equivocadamente dias atrás é justamente a que serviria aos meus propósitos. Ora, ora. A cereja do bolo ficou por conta da pergunta da mulher à minha frente: ué, esse ônibus não vai pra XX?! Eu: (haha) Senhora, ele até vai, mas dará uma beeeela volta antes de chegar lá. Se te ajuda, digo que já cometi essa mesma burrada antes. Sei que há uma lição nessa história, contudo o processamento dos dados permanece inconclusivo.
...

À noite, voltei às crônicas da Clarice Lispector e não resisto (a carne é tão fraca): lançarei umas provocações disparatadas mediante registro de dois trechos (há outros, hein) que, caso escritos em 2019 pela autora, teriam lhe garantido a pena de cancelamento pelo tribunal virtual.

- "É com um pouco de pudor que sou obrigada a reconhecer que o que mais interessa à mulher é o homem." (Lispector: reprovada no Bechdel Test)
- "Como é que uma pessoa tão obesa tinha mãos tão delicadas e pequenas, (...) Ela era casada. Como é que pode?" (Lispector: gordofóbica)

(Falando com mais seriedade:) Ainda que as crônicas de Lispector apresentem premissas que inegavelmente poucos autores ousariam escrever nos dias atuais, não defendo que a escritora seja, mantendo a gíria dos djóvens, cancelada; até porque estou adorando essa escrita mais informal dela. Incluo os grifos e piadinhas simplesmente porque fico fascinada ao perceber, através da leitura de textos, certos aspectos relacionados às mudanças (pra melhor, pior ou, quiçá, "lugar nenhum") nos modos de pensar de uma sociedade.

Por falar em "mudar pra lugar nenhum", as perguntas que Cristina lança a Lispector na Entrevista Alegre:
- (...) me perguntou se eu era de esquerda.
- uma escritora brasileira ou simplesmente escritora. (?) > E Lispector respondendo: (...) em primeiro lugar, por mais feminina que fosse a mulher, esta não era uma escritora, e sim um escritor.
- A literatura compensa?
- Perguntou-me o que eu achava da literatura engajada.

Fico tentada a brincar com aquele meme do Didi, substituindo o "No céu tem pão?" por essas perguntas e emendando com o "e morreu". História de uma nação.

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Para celebrar a aniversariante do dia, assisti ao As Praias de Agnés (2008). Legal observar Renzi e Varda construindo autobiografias seriadas: a dele, com livros; a dela, com praias. Meus pais adorarão essa ideia da Varda. As praias que narram a minha vida! É bem bonito. Pensei em algumas de minhas praias: Praia do Futuro, Icaraí, Praia das Fontes, Iguape. Logo veio certa melancolia, pois notei que elas terminam com a, digamos, fase adulta. Minha série de praias restringe-se à infância e pré-adolescência. Lamentável. Como consolo, me apego ao fato de que a maioria de minhas memórias praianas contém sentimentos felizes. Ok, pode ser um erro de revisitação, mas e se for? Pra que filosofar, quando posso curtir a recordação de alegrias, ainda que supostamente fabricadas? Hum...

"Estou em Mar del Plata, vou à praia; época luminosa ao sol e no mar, onde não é necessário pensar."
                                                                                                 - Ricardo Piglia, Diários de Emílio Renzi - Anos de Formação. 

Com o livro da Dulce Maria Cardoso*, descobri que os jovens portugueses que viviam em Angola na década de 70 achavam que La Décadanse é a melhor música para dançar. Jovens claramente mal intencionados. [*É meu primeiro contato com ela, e vale destacar: como essa portuguesa escreve bem!]



Mais adiante, esbarrei com esta frase que prontamente me capturou:
"Não há nada por que nos rirmos, mas se nos rirmos não estamos tão sozinhos 
(...) e talvez consigamos adormecer."
                                                                                             - Dulce Maria Cardoso; O Retorno.

A passagem me fez recordar duas coisas:
1. um comentário da terapeuta sobre minha habilidade de rir com frequência ao falar sobre... ~coisas~. Infelizmente essa memória é fragmentada; não lembro quais foram as palavras exatas (uma pena), porém estou certa de ter sido algo positivo, algo a ver com maturidade, acredito. Suponho que me surpreendi por ter imaginado que viria uma "bronca". (Se panz, é meu modus operandi: sempre antecipo, praticamente exijo, críticas negativas.)

2. apenas entre eu e você, diarinho: já brinquei de gravar vídeo na tentativa de virar booktuber. Relaxe, nunca postei e a ideia está bem sepultada, graças a deus e ao meu juízo. Enfim, a adorável frase de Dulce Cardoso resgatou o projeto arquivado porque uma das coisas que mais me encafifaram durante a edição do vídeo foi o quanto eu ria. E nem era risada de desconforto por estar falando sozinha diante de uma câmera. Como não levo (quase) nada (muito) a sério, eu ria com minhas próprias piadas bestas sobre os livros que comentava. É coisa de gente chatona, né? Sei lá, naquela ocasião, fiquei ~meio assim~.

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Não sei se curti a experiência de manter esse diário. Voltando a Fleabag, foi quase como se esse exercício me acompanhasse durante todo o dia, tal qual o observador onipresente que se evidencia a partir das constantes quebras da quarta parede naquela série. Nah, está confuso. Tipo, o que quero dizer é que me senti perseguida por um estado de atenção permanente para o que pudesse entrar aqui, o que me tirava do momento presente, do real. O próprio Renzi fala algo correlato ao compartilhar que se sente cindido em dois: aquele que vive os fatos e aquele que existe através das palavras escritas no diário. São pessoas diferentes. Creio que o formato está encerrado. (Ou não.)
...

E exatamente hoje, enquanto caminhava ouvindo minha playlist de trilhas, avistei isto:


Após aquele penoso encontro do início, concluir este projetinho de Maio/2019 com essa visão?! Fiquei tão emocionada, que os olhos marejaram. Um novo beija-flor. Agora, vivo. Sim, It's a good day for flying